A cidade de São Paulo entra em alerta máximo por causa de temporais até segunda-feira, 19, com risco direto para quem dirige, segundo a Defesa Civil. A combinação de calor, umidade e a chegada de uma frente fria cria o cenário perfeito para pancadas intensas, enxurradas rápidas e pontos de alagamento que surgem sem aviso, principalmente no fim da tarde e à noite.
Para o motorista, o problema não é só a chuva forte, mas a velocidade com que a água toma as vias. Córregos transbordam, valetas viram rios em minutos e áreas de encosta passam a oferecer risco de deslizamento. Em dias assim, basta um semáforo parado em local baixo para transformar um cruzamento comum em armadilha.
No domingo, 18, o estado entra em alerta laranja. Já na segunda, 19, o aviso sobe para vermelho em boa parte do Leste Paulista, incluindo a Grande São Paulo, a Serra da Mantiqueira, os vales do Paraíba e do Ribeira e o litoral. São exatamente as regiões cortadas por rodovias movimentadas e corredores urbanos que costumam travar quando a chuva aperta.
O risco não é teórico. Projeções indicam volumes elevados em cidades costeiras e do interior, suficientes para provocar alagamentos extensos e interdições em vias urbanas e estradas.
Região Volume previsto Ilha Comprida 70 mm São Sebastião 90 mm Guarujá 100 mm Santos 110 mm Ubatuba 110 mmSegundo o G1, na capital, o padrão se repete: manhãs abafadas, sol entre nuvens e, a partir da tarde, nuvens carregadas que descarregam em pouco tempo o equivalente à chuva de vários dias. O resultado é trânsito em câmera lenta, túneis fechados, marginais em estado de atenção e quedas pontuais de visibilidade por causa de neblina após a chuva.
Para quem precisa sair com o carro, o conselho é simples e direto: evite trajetos por fundos de vale, fuja de vias conhecidas por alagar e não confie na aparência da lâmina d’água. Enxurrada não perdoa erro de cálculo e, em segundos, pode arrastar um veículo médio como se fosse leve.
A virada no tempo só começa a ser sentida a partir de terça-feira, 20, quando o ar mais frio derruba as temperaturas e reduz a instabilidade. Até lá, o fim de semana e o início da próxima semana exigem atenção redobrada de quem depende do carro para trabalhar, viajar ou simplesmente atravessar a cidade.