A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo confirmou nesta terça-feira (6) a prisão de dois suspeitos envolvidos na morte da guarda civil metropolitana Sara Andrade dos Reis, de 34 anos.
Segundo o secretário Osvaldo Nico Gonçalves, a operação foi conduzida por equipes do Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC) e do Corpo Especial de Repressão ao Crime Organizado (CERCO).
A investigação aponta que Sara foi baleada após os criminosos suspeitarem que ela integrava forças policiais.
“Essa morte aconteceu só porque ela era policial. Ele viu que ela estava armada, que podia ser policial, então executou”, afirmou o secretário à TV Globo.
Sara Andrade dos Reis havia saído de casa, em Diadema, no ABC Paulista, e seguia para o trabalho quando foi atacada.
Ela atuava havia três anos na Guarda Civil Metropolitana de São Paulo e integrava a Inspetoria Regional do Jabaquara (IR-JA), segundo informações divulgadas pela corporação.
No local do crime, policiais encontraram a agente já sem vida, atingida por pelo menos dois disparos.
A arma da GCM foi recuperada durante as investigações, segundo a Secretaria da Segurança Pública.
Um dos pontos que mais chamou atenção dos investigadores foi o retorno de um dos suspeitos à cena do crime no dia seguinte ao assassinato.
Segundo o secretário Osvaldo Nico Gonçalves, o homem teria ido ao local para intimidar moradores e impedir que imagens fossem entregues à polícia.
“Ele foi lá para intimidar, disse que é do crime organizado e pediu para o pessoal não divulgar imagens”, declarou o secretário.
Os nomes dos presos não foram divulgados pelas autoridades.
De acordo com a investigação, o segundo homem preso foi identificado após ser reconhecido por uma mulher vítima de roubo.
O assalto teria ocorrido pouco antes da execução da guarda civil. O reconhecimento foi feito na sede do DEIC.
A Polícia Civil agora tenta identificar se há outros envolvidos no crime.
Nascida em 20 de dezembro de 1991, Sara ingressou na Guarda Civil Metropolitana em fevereiro de 2023.
Em nota oficial, a corporação afirmou que a agente atuava com compromisso e responsabilidade na proteção da população paulistana.
A instituição também declarou solidariedade aos familiares, amigos e colegas de trabalho da guarda civil.
Enquanto a polícia amplia as buscas por possíveis comparsas, investigadores analisam imagens, depoimentos e movimentações dos suspeitos para concluir se o assassinato teve participação direta de integrantes de organizações criminosas que atuam na capital paulista.