Superlua de 3/1: Lua Cheia em SP às 07h02, distância 362.312 km gerou debate técnico ontem no Brasil

Ontem, 3/1/2026, a Lua Cheia de janeiro foi registrada em São Paulo com nascer às 05h15, pico às 07h02 e pôr às 19h33. A distância no instante da fase, 362.312 km, virou o número central da discussão: calendários que usam corte rígido recusaram o rótulo “superlua”, enquanto outros consideraram a proximidade do perigeu (1/1, 18h43) suficiente. No mesmo dia, o periélio foi anotado às 14h15. Na prática, sem comparação direta, o ganho visual é discreto; muda a leitura do critério e do fuso.
Publicado em Cotidiano dia 5/01/2026 por Alan Corrêa

Ontem, sábado, 3 de janeiro de 2026, observadores e serviços de efemérides registraram a Lua Cheia em São Paulo, com nascer às 05h15, pico às 07h02 e pôr às 19h33, num contexto em que o termo “superlua” foi empregado por ocorrer próximo ao perigeu e por depender do critério de classificação adotado.

Pontos Principais:

  • A Lua Cheia foi registrada em São Paulo em 3/1/2026 com pico às 07h02.
  • Na capital, o nascer foi anotado às 05h15 e o pôr às 19h33 no mesmo sábado.
  • A distância Terra–Lua no instante da fase foi registrada em 362.312 km.
  • O perigeu foi indicado em 1º/1/2026 às 18h43 no horário de Brasília.
  • O periélio foi anotado em 3/1/2026 às 14h15 em São Paulo.

A nomenclatura “superlua” foi tratada, nas publicações de calendário astronômico, como rótulo de divulgação: o uso variou conforme a regra aplicada para definir a proximidade entre a Lua Cheia e o ponto de maior aproximação da órbita lunar.

No instante do pico da fase, a distância Terra–Lua foi registrada em 362.312 km, dado que passou a funcionar como referência objetiva para as leituras de “enquadramento”, sobretudo quando a fonte trabalhava com limite numérico fixo para aceitar ou recusar o termo.

O perigeu, por sua vez, foi indicado em 1º de janeiro de 2026, às 18h43 no horário de Brasília, compondo a sequência temporal que sustentou parte das descrições que aproximaram o evento da ideia de “Lua Cheia perto do perigeu”.

No mesmo 3 de janeiro, foi anotado também o periélio, com registro às 14h15 em São Paulo, evento distinto que se referiu à menor distância entre a Terra e o Sol dentro do ciclo anual.

Os registros publicados distinguiram os fenômenos por pares conceituais: perigeu e apogeu descreveram a geometria Terra–Lua; periélio e afélio descreveram a geometria Terra–Sol; a fase cheia foi apresentada como instante calculado dentro da lunação.

Na leitura de cronograma, o pico às 07h02 foi tratado como marca temporal do cálculo da fase, ainda que, na observação a olho, a aparência de plenitude tenha sido compatível com uma janela de horas ao redor do horário registrado.

Para evitar erro de interpretação, os próprios calendários enfatizaram o uso de horários locais e de referência de fuso, já que tabelas de nascer e pôr da Lua variaram conforme a localidade e a conversão direta a partir de UTC alterou a percepção do “momento” do evento.

No quadro específico da capital paulista, a tabela local incluiu a anotação de que a Lua “não passou pelo meridiano” na data, ao lado dos horários de nascer e pôr, reforçando a natureza técnica do registro e a necessidade de leitura literal das efemérides.

No planejamento das próximas datas, o calendário local já havia listado, para São Paulo, Quarto Minguante em 10 de janeiro às 12h48, Lua Nova em 18 de janeiro às 16h51 e Quarto Crescente em 26 de janeiro às 01h47.