A Solví Essencis Ambiental realizou um mutirão na Represa Paiva Castro, em 22 de março de 2025, retirou 4 toneladas de resíduos e reuniu 30 colaboradores na 19ª Operação Embarcada, ação voluntária ligada ao Dia Mundial da Água e voltada ao descarte irregular no reservatório.
A Paiva Castro é descrita como uma das fontes relevantes de abastecimento da Grande São Paulo e aparece, no próprio relato da operação, associada a uma marca que costuma passar batida fora dos momentos de crise: o reservatório abastece cerca de 8 milhões de pessoas, o que transforma qualquer interferência ali em assunto de cidade, não de nicho ambiental.
O trabalho ocorreu com atuação embarcada e foi apresentado como um dia inteiro dedicado à retirada de materiais deixados nas bordas e na água. A imagem prática é simples: a represa, que deveria carregar apenas o fluxo, acaba carregando também aquilo que a rotina urbana não segurou.
Entre os resíduos removidos, foram citados plásticos, embalagens, isopor, pneus e outros materiais descartados de forma irregular. O que chama atenção nesse inventário não é a “variedade” em si, mas o padrão: itens comuns do cotidiano, repetidos o suficiente para somarem toneladas.
No balanço apresentado, esses resíduos são associados a impactos recorrentes em mananciais: bloqueio do fluxo natural da água, aumento da proliferação de vetores, desbalanceamento do ecossistema e elevação dos custos de tratamento da água. O mutirão, ao colocar esses pontos no papel, desloca o debate do “incômodo visual” para consequências concretas do descarte fora do lugar.
A operação também foi situada em um período marcado por eventos climáticos extremos e pelo avanço da urbanização, como fatores que ampliam a urgência de cuidar dos mananciais. O pano de fundo, aqui, é de pressão acumulada: mais ocupação, mais circulação, mais resíduos, mais pontos de atrito entre cidade e água.
No recorte institucional, a ação foi vinculada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, com destaque para o ODS 6, relacionado a água potável e saneamento, o ODS 11, ligado a cidades e comunidades sustentáveis, e o ODS 12, associado a consumo e produção responsáveis. O enquadramento serve como mapa de prioridades e como régua pública para comparar discurso e ação.
A participação dos colaboradores foi apresentada como exemplo de voluntariado corporativo aplicado a um problema visível e mensurável. Ao final, a mensagem educativa não ficou apenas no slogan: a quantidade retirada, registrada como 4 toneladas, funciona como dado que dimensiona o passivo que se forma quando o descarte irregular vira hábito.
No campo da conscientização, foi citado o Projeto Ecoari, descrito como iniciativa que transforma reciclagem em prêmios e vem ganhando força na região ao estimular a adesão da comunidade. A menção aparece como um contraponto prático: se o resíduo nasce no consumo, a resposta precisa aparecer no descarte, com rotina simples e incentivo para manter constância.
A pauta se conecta ainda à discussão sobre logística reversa, economia circular e responsabilidade pós-consumo, apresentada como eixo para reduzir o caminho do resíduo até rios e represas. Nesse pacote, entra também a orientação de localizar e utilizar pontos de coleta de lixo eletrônico e reforçar atitudes cotidianas, como separar resíduos e denunciar descarte irregular em áreas ambientais.