São Paulo

Regis Bittencourt agora: Rodovia é liberada após 16 horas e deixa rastro de quase 50 km de congestionamento

Rodovia Regis Bittencourt foi liberada às 9h10 após 16h de interdição por alagamento em Itapecerica da Serra, que gerou quase 50 km de congestionamento.
Publicado em São Paulo dia 16/01/2026 por Alan Corrêa

A Rodovia Regis Bittencourt foi liberada às 09h10 desta sexta-feira, 16, após ficar 16 horas totalmente interditada por alagamento em Itapecerica da Serra, causando até 50 km de filas no sentido São Paulo e paralisando a principal ligação rodoviária entre a capital e o Sul do país.

O bloqueio começou às 17h40 de quinta-feira, 15, quando a água tomou todas as faixas no trecho do km 334, transformando a rodovia em um gargalo intransponível no fim da tarde. Caminhões, ônibus e carros de passeio ficaram imobilizados por horas, muitos motoristas passando a noite dentro do veículo, sem alternativa de retorno ou desvio viável.

Mesmo com a liberação total das pistas, o reflexo do colapso ainda era sentido no início da manhã. Às 09h10, a concessionária Arteris confirmou a reabertura, mas o trânsito seguia travado entre os quilômetros 334 e 286, com longos trechos de parada e retomada lenta, efeito típico de uma via que ficou “entupida” por mais de meio dia.

Para quem depende da Regis Bittencourt no dia a dia, o episódio escancarou a fragilidade do corredor em períodos de chuva forte. Bastou um ponto crítico alagar para interromper completamente o fluxo de uma rodovia que escoa cargas, ônibus interestaduais e milhares de trabalhadores que se deslocam diariamente entre a Grande São Paulo e o interior.

O que aconteceu no trecho de Itapecerica da Serra

O alagamento ocorreu em uma região baixa da pista, onde o acúmulo de água rapidamente superou a capacidade de drenagem. As equipes da Arteris foram acionadas ainda no início da noite e passaram a madrugada atuando com bombas, limpeza de bocas de lobo e inspeção do pavimento antes de liberar o tráfego com segurança.

Reflexo direto para quem estava ao volante

Para o motorista comum, a sensação foi de impotência. Horas parado, consumo de combustível indo embora em marcha lenta, compromissos perdidos e o cansaço de uma espera sem previsão clara de liberação. Quando a pista finalmente abriu, o fluxo não voltou ao normal de imediato: a massa de veículos represada avançou como uma onda lenta, exigindo paciência e atenção redobrada.

Orientação para quem ainda vai passar pelo trecho

A concessionária recomenda evitar o segmento entre os km 286 e 334 nas próximas horas, sempre que possível, e acompanhar as condições de tráfego em tempo real. Mesmo liberada, a Regis ainda leva tempo para “respirar” depois de uma interdição total, especialmente em um corredor tão carregado quanto esse.