As agências reguladoras ANA e SPÁguas informaram que o Sistema Cantareira, apontado como principal fonte de água para a Região Metropolitana de São Paulo e incluindo a região do CIMBAJU, iniciou 2026 em estado de alerta, com operação mantida na Faixa 4 – Restrição, aplicada quando o volume útil está entre 20% e 30%.
Nesta sexta-feira, 10 de janeiro de 2026, o dado central permanece sendo o fechamento de 2025 em 20,18% de volume útil, em novembro, o patamar era de 20,99%, indicando queda no período e sustentando a leitura de que a recuperação em dezembro não foi suficiente para retirar o sistema do estado de atenção.
A proximidade do limite é apresentada de forma objetiva: faltam 0,18 ponto percentual para atingir 20%, referência citada como gatilho para a Faixa 5 – Especial. No recorte operacional descrito, a Faixa 5 é associada a restrições mais severas ao consumo, o que transforma o número em parâmetro prático para gestão de risco de abastecimento.
O enquadramento na Faixa 4 é descrito como regime de restrição. A leitura técnica do texto aponta que o nível não é apenas um rótulo, mas uma moldura regulatória que condiciona limites de retirada, intensifica o monitoramento e estimula medidas de racionalização no consumo.
Em comunicado descrito como urgente, ANA e SPÁguas pediram à Sabesp que intensifique o controle da demanda. O apelo é para que a população economize água, com o objetivo declarado de evitar a migração para a faixa de emergência e reduzir a exposição do abastecimento a um cenário de restrições ampliadas.
O texto cita que, embora ainda no período úmido de chuvas, o sistema não se recuperou o suficiente em dezembro. Esse registro funciona como justificativa para manter o alerta ligado, deslocando o foco do “clima” para a governança: retirada, consumo e disciplina de demanda.
Na Faixa 4, a Sabesp tem autorização indicada para retirar até 23 metros cúbicos por segundo (m³/s) do Cantareira em janeiro. Esse número aparece como a principal referência de vazão permitida no mês, relevante para quem acompanha a relação entre nível de reservatórios e estabilidade do abastecimento.
Para complementar o suprimento, a companhia é descrita como usuária do mecanismo chamado no texto de “transfusão de água”: captação na bacia do Rio Paraíba do Sul, represada na Usina Jaguari, em São José dos Campos. O dispositivo é apresentado como apoio operacional ao sistema principal.
O Sistema Cantareira é descrito como um conjunto de cinco reservatórios interligados — Jaguari, Jacareí, Cachoeira, Atibainha e Paiva Castro — com volume útil total de aproximadamente 982 bilhões de litros. O comunicado afirma que ele abastece cerca de metade da população da Grande São Paulo e contribui para o abastecimento de cidades como Campinas.
O que importa são: faixa regulatória vigente, volume útil registrado, distância matemática do limiar crítico, limite de retirada para janeiro e a estratégia de complementação por captação externa. São elementos que, juntos, explicam por que o tema saiu do rodapé técnico e voltou ao centro do cotidiano.