A Receita Federal liberou nesta sexta-feira, 22 de maio, a consulta ao primeiro lote de restituição do Imposto de Renda 2026. O pagamento será feito em 29 de maio e movimenta R$ 16 bilhões, no maior lote já registrado pelo órgão desde o início da série histórica do IRPF.
Ao todo, mais de 8,7 milhões de contribuintes serão contemplados. O lote inclui também restituições residuais de anos anteriores e concentra grande parte dos pagamentos prioritários definidos pela legislação tributária brasileira.
A consulta pode ser feita diretamente no portal da Receita Federal, dentro da área “Meu Imposto de Renda”, onde o contribuinte consegue verificar se a restituição foi liberada, se há inconsistências na declaração ou se o documento acabou retido em malha fina.
Do total liberado neste primeiro pagamento, cerca de R$ 8,64 bilhões serão destinados aos grupos considerados prioritários pela Receita Federal. O maior volume ficou com contribuintes que utilizaram a declaração pré-preenchida e escolheram receber a restituição via PIX.
A combinação entre declaração pré-preenchida e chave PIX vinculada ao CPF virou um dos principais mecanismos de prioridade dentro do processamento da Receita nos últimos anos. O modelo reduz erros de preenchimento e acelera o cruzamento de dados fiscais.
A consulta foi aberta às 10h desta sexta-feira e pode ser feita pelo site oficial da Receita Federal ou pelos aplicativos disponíveis para celulares e tablets.
O contribuinte precisa acessar a área de consulta da restituição, informar CPF, data de nascimento e ano da declaração. O sistema também permite verificar o extrato completo de processamento dentro do e-CAC, plataforma usada pela Receita para serviços digitais.
A Receita informou que os pagamentos serão realizados apenas em contas bancárias de titularidade do contribuinte, inclusive nas operações via PIX vinculadas ao CPF.
Caso exista erro bancário, conta encerrada ou divergência cadastral, o crédito não é concluído automaticamente. Nessas situações, o contribuinte pode solicitar reagendamento diretamente junto ao Banco do Brasil pelo prazo de até um ano após a primeira tentativa de pagamento.
A Receita Federal definiu quatro lotes de restituição para este ano. O calendário segue até agosto.
| Lote | Data de pagamento |
| 1º lote | 29 de maio |
| 2º lote | 30 de junho |
| 3º lote | 31 de julho |
| 4º lote | 28 de agosto |
O prazo final para envio da declaração termina também em 29 de maio. Quem perder a data pode receber multa mínima de R$ 165,74, além de possíveis bloqueios relacionados ao CPF.
A consulta ao primeiro lote também permite identificar se a declaração caiu em malha fina. Nesses casos, o pagamento da restituição fica suspenso até a regularização das pendências encontradas pelo Fisco.
O contribuinte consegue visualizar a divergência dentro do portal e-CAC, acessado com conta gov.br nos níveis prata ou ouro. O sistema informa se houve inconsistência de renda, divergência de despesas médicas, problemas com informes financeiros ou erros relacionados a terceiros.
Quando o erro parte do próprio contribuinte, a solução normalmente envolve o envio de declaração retificadora. Já nos casos ligados a empresas, bancos ou prestadores de serviço, a regularização depende da correção dos dados pela fonte responsável.
A obrigatoriedade da declaração vale para contribuintes que receberam rendimentos tributáveis acima de R$ 35.584 em 2025, tiveram receita rural superior a R$ 177.920 ou possuíam patrimônio acima de R$ 800 mil até 31 de dezembro do ano passado.
Também entram na lista pessoas que operaram em bolsa de valores acima de R$ 40 mil, obtiveram ganhos de capital, possuem trust no exterior, atualizaram bens internacionais ou receberam rendimentos de aplicações financeiras fora do país.
A Receita Federal ainda mantém monitoramento específico sobre contribuintes que utilizaram benefícios fiscais ligados à venda de imóveis residenciais com reinvestimento dentro do prazo legal de 180 dias.
Segundo o G1, nos bastidores do Fisco, a expectativa é que os acessos ao e-CAC aumentem ao longo do dia por causa da combinação entre abertura da consulta, prazo final da declaração e análise das primeiras retenções em malha fina identificadas no processamento inicial do IRPF 2026.