Governo arrecada mais de R$ 10 bilhões em impostos em 01/01 e IVA Dual já entra em teste no Brasil em 2026

ACSP exibiu no Impostômetro que o dia 01/01 já somava mais de R$ 10 bilhões em tributos. No mesmo calendário, entrou a fase de transição do IVA Dual: 1% no total, com 0,9% de CBS e 0,1% de IBS, destacados na nota fiscal. PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS seguem coexistindo, e a retirada gradual é apontada para 2027. A Receita descreve compensação com PIS/Cofins e alerta: NCM ou CNAE errados podem rejeitar notas e travar faturamento.
Publicado em São Paulo dia 6/01/2026 por Alan Corrêa

No Brasil, o governo federal teve a arrecadação de mais de R$ 10 bilhões em impostos registrada no dia 1º de janeiro de 2026, segundo o Impostômetro mantido pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP), em uma data que também marca o início da transição da reforma tributária do consumo e o começo dos testes do IVA Dual.

Pontos Principais:

  • Impostômetro da ACSP registrou mais de R$ 10 bilhões em tributos no dia 01/01/2026.
  • Publicação de 02/01/2026 às 10h33 relaciona o dado ao início do ano e à transição tributária.
  • IVA Dual iniciou testes em 2026 com alíquota simbólica total de 1% (CBS 0,9% e IBS 0,1%).
  • Tributos atuais seguem em paralelo; extinção gradual é indicada para começar em 2027.
  • Emissão fiscal passa a exigir novos campos e destaque de CBS e IBS nos documentos.
  • Erros de NCM ou CNAE são apontados como risco de rejeição de notas e travas no faturamento.

O Jornal Fala Regional traz registra que o número foi atribuído ao painel da ACSP e aparece em publicação datada de 02/01/2026, às 10h33, como referência do volume arrecadado apenas no primeiro dia do ano.

O Impostômetro é descrito como um painel mantido pela ACSP, usado para acompanhar a soma de tributos arrecadados, e o dado do dia 01/01 é apresentado como a marca que superou R$ 10 bilhões dentro do próprio calendário de virada.

Na mesma data, começou a operar, em fase de testes, o novo Imposto sobre Valor Agregado (IVA) Dual, modelo vinculado à reforma tributária sobre o consumo aprovada pelo Congresso Nacional.

A Receita Federal classifica 2026 como “ano de testes”, mas o registro apresentado não trata a etapa como simulação: há movimentação financeira real e emissão de notas fiscais com novos campos, com efeitos na rotina de quem emite documentos fiscais.

Para 2026, foi indicada uma alíquota simbólica total de 1%, distribuída entre dois componentes:

O modelo também foi descrito com convivência de tributos, sem desligamento imediato do sistema atual. No recorte apresentado, a reorganização é indicada assim:

A retirada gradual dos cinco impostos atuais citados é indicada como etapa que começa apenas em 2027, mantendo 2026 como período de transição com regimes em paralelo e adaptação de processos.

Sobre o efeito no bolso, o Jornal Fala Regional registra a indicação atribuída à Receita Federal de que o valor pago em CBS e IBS em 2026 será compensado com o que já é recolhido de PIS e Cofins, sem apontar aumento efetivo de carga tributária neste ano.

Na operação diária, a exigência descrita recai sobre sistemas e emissão de notas: CBS e IBS devem ser destacados nos documentos com preenchimento de novos campos obrigatórios; erros de NCM ou CNAE podem causar rejeição de notas, recolhimento incorreto e até paralisação do faturamento.