As investigações são conduzidas pelo Departamento de Polícia Judiciária de Campinas (Deinter-2) em parceria com o Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco).
Segundo os investigadores, o grupo utilizava sócios considerados “laranjas” para dar aparência de legalidade a valores obtidos de forma ilícita.
A apuração identificou movimentações financeiras incompatíveis com a renda declarada pelos envolvidos. A suspeita é de que empresas eram usadas para ocultar patrimônio e circular dinheiro relacionado ao tráfico de drogas.
Durante o cumprimento dos mandados, policiais apreenderam veículos, dinheiro em espécie e animais registrados em nome dos investigados.
Entre os bens recolhidos estão caminhões, automóveis, bois e cavalos.
Segundo a investigação, o monitoramento financeiro avançou após cruzamento de dados fiscais, bancários e informações obtidas junto a órgãos de fiscalização.
A Polícia Civil informou que um dos principais investigados já vinha sendo monitorado desde 2016.
As autoridades afirmam que o aprofundamento da análise financeira permitiu identificar incompatibilidade entre patrimônio, movimentação bancária e renda oficial declarada pelos suspeitos.
No ano passado, um dos alvos da operação desta sexta-feira já havia sido preso preventivamente em outra investigação conduzida pelo Gaeco de Campinas.
Segundo o Ministério Público, ele era suspeito de participação em um plano ligado a uma facção criminosa para assassinar um promotor de Justiça.
O nome da operação faz referência à mitologia grega.
Na tradição mitológica, Caronte era o personagem responsável por conduzir as almas ao submundo governado por Hades.
Segundo os investigadores, a escolha do nome faz alusão ao transporte clandestino de recursos ilícitos e à movimentação financeira associada ao crime organizado.
A operação continua ao longo desta sexta-feira com análise de documentos, equipamentos eletrônicos e registros financeiros apreendidos durante as buscas.
Os investigadores também devem aprofundar a apuração sobre a origem do patrimônio dos suspeitos e a possível participação de outras empresas no esquema investigado pelo Ministério Público e pela Polícia Civil paulista, revelou a Agenciasp.