Condomínio novo em Caieiras relata refluxo de esgoto e alagamentos

Chaves na mão, moradores passaram a medir o dia pelo barulho do ralo: quando as caixas de inspeção enchem, o esgoto retorna e a água suja invade banheiros e áreas de serviço. Para conter danos, há quem abra as caixas toda semana. Relatos citam entupimentos por restos de concreto e queixas sobre iluminação externa e elevadores. Técnicos apontam possíveis falhas de instalação; a construtora diz avaliar solução e menciona manutenção. Registros, fotos e laudos viram a moeda da cobrança. Pede prazos.
Publicado em Caieiras dia 24/01/2026 por Alan Corrêa

Moradores de um condomínio recém-entregue em Caieiras relataram, em registros de 16/01/2026 publicados às 14:09 e atualizados às 22:02, alagamentos dentro de apartamentos após o retorno de esgoto pelos ralos; segundo eles, o refluxo ocorre quando caixas de inspeção do sistema atingem o limite, levantando questionamentos sobre a obra e a responsabilidade da construtora.

Pontos Principais:

  • Registros de 16/01/2026 relataram refluxo de esgoto e alagamentos em condomínio recém-entregue em Caieiras.
  • Moradores associaram o retorno pelos ralos ao transbordamento das caixas de inspeção.
  • Há relato de limpeza manual semanal das caixas como medida emergencial de contenção.
  • Moradores mencionaram entupimentos atribuídos a restos de concreto nas tubulações.
  • Também foram citadas falhas de iluminação externa e elevadores com funcionamento incompleto.
  • A construtora disse avaliar solução e citou manutenção; moradores contestaram e reuniram registros e laudos.

Os relatos descrevem um padrão: quando a caixa de inspeção transborda, o escoamento perde o caminho esperado para a rede externa e o fluxo se inverte, fazendo a água suja reaparecer pelos ralos internos, principalmente em banheiros e áreas de serviço.

Para reduzir perdas imediatas, alguns moradores afirmam que abriram uma rotina de contenção, com limpeza manual das caixas de inspeção em frequência semanal. Eles dizem que a medida é improvisada, não elimina a origem do problema e expõe residentes a contato com efluentes e riscos sanitários.

Segundo os moradores, o defeito não seria consequência de desgaste ao longo do tempo: as falhas teriam sido percebidas desde os primeiros dias após a entrega das chaves. Há registros de repetição em diferentes blocos e unidades, além de relatos de danos em móveis, eletrodomésticos e revestimentos.

Além do refluxo, moradores relatam entupimentos atribuídos a restos de concreto no interior das tubulações. O material foi citado como indício de falha no processo de construção e no acabamento da rede hidráulica, com potencial de reduzir vazão e agravar transbordamentos.

Outras queixas apareceram no mesmo conjunto de registros: falta de iluminação adequada em áreas externas, apontada como fator de insegurança, e elevadores que não funcionariam plenamente, dificultando o acesso diário, inclusive para idosos, crianças e pessoas com mobilidade reduzida.

Engenheiros consultados por moradores indicaram que o problema pode estar ligado à instalação das caixas de inspeção, com hipóteses de nivelamento inadequado, posicionamento incorreto ou dimensionamento insuficiente. No relato, a referência é prática: um sistema executado corretamente deve conduzir o esgoto para fora, sem permitir refluxo para os ramais internos.

Procurada, a construtora informou que tem conhecimento das ocorrências e que avalia soluções definitivas para o sistema de esgoto. Também declarou que a limpeza das caixas de inspeção não estaria sendo feita de forma regular pelo condomínio, o que poderia contribuir para o agravamento do quadro.

Moradores contestam essa versão e dizem que a manutenção vem sendo feita justamente de forma emergencial pelos próprios residentes. Eles relatam, além dos prejuízos materiais, preocupação com saúde por risco de contaminação e desgaste emocional com a possibilidade de novos alagamentos.

Especialistas em direito imobiliário citados no material apontam que, quando decorrente de falhas de construção, o quadro pode caracterizar vício construtivo, com discussão sobre reparação de danos materiais e, conforme gravidade e persistência, danos morais. Entre as providências mencionadas estão notificações por escrito, registros fotográficos e em vídeo, organização de comprovantes de prejuízos e laudos técnicos, com atuação do síndico e da administração para centralizar demandas e buscar resposta com plano de ação e prazos.