O município de Carapicuíba apresentou os resultados atualizados do Inventário da Fauna Silvestre, levantamento que reúne dados sobre a biodiversidade local e orienta políticas públicas voltadas à conservação ambiental. A edição de 2026 identificou 556 espécies de animais distribuídas em diferentes áreas verdes da cidade.
O programa foi iniciado em 2024 pela Secretaria do Meio Ambiente e Sustentabilidade, com o objetivo de mapear, monitorar e sistematizar informações sobre a fauna presente em parques, áreas institucionais e espaços naturais estratégicos do município.
O inventário considera registros realizados em 14 áreas distintas, incluindo parques urbanos, unidades de conservação e propriedades privadas com relevância ambiental. Os dados também incluem registros pontuais considerados significativos para o monitoramento da biodiversidade.
A diversidade de locais analisados permite uma visão mais ampla sobre a distribuição das espécies e o estado de conservação dos habitats dentro do território municipal.
Entre os dados apresentados, o inventário registra 307 novas espécies em relação aos levantamentos anteriores, ampliando o conhecimento sobre a fauna local. O total inclui tanto animais vertebrados quanto invertebrados.
Entre os invertebrados, destacam-se mariposas e borboletas, consideradas indicadoras da qualidade ambiental. Já entre os vertebrados, as aves representam a maior parte dos registros.
O levantamento aponta que 70 espécies identificadas estão ameaçadas de extinção, número que representa 12,9% do total registrado. A presença desses animais evidencia a relevância das áreas verdes do município para a conservação da biodiversidade.
O inventário é utilizado como base para planejamento de ações ambientais e políticas públicas voltadas à proteção da fauna.
A iniciativa segue diretrizes da Política Nacional da Biodiversidade, que prevê o incentivo à produção e divulgação de informações sobre espécies e ecossistemas.
As informações do inventário são publicadas em formato digital e podem ser acessadas por gestores, pesquisadores, estudantes e pela população. O objetivo é ampliar o uso dos dados tanto em estudos acadêmicos quanto no planejamento urbano.
A atualização mais recente reúne informações consolidadas até o final de 2025, com continuidade prevista para novas etapas de monitoramento nas áreas já mapeadas.