O criador da página Choquei, Raphael Sousa Oliveira, foi preso nesta quarta-feira (15) durante uma operação da Polícia Federal que apura um esquema de lavagem de dinheiro e transações ilegais estimado em mais de R$ 1,6 bilhão. A investigação também inclui outros nomes ligados ao entretenimento digital e à música.
Raphael ganhou projeção ao transformar um perfil de entretenimento em uma das maiores páginas de fofoca do país. Com mais de 27 milhões de seguidores no Instagram, a Choquei consolidou presença ao divulgar conteúdos sobre celebridades, bastidores da televisão e cultura pop.
Além da conta principal, o influenciador mantém um perfil pessoal com cerca de 1,4 milhão de seguidores, no qual compartilha registros da rotina, incluindo viagens internacionais e compromissos profissionais. Publicações mostram deslocamentos frequentes para destinos como Europa, Oriente Médio e Estados Unidos.
Segundo dados oficiais, Raphael atua como sócio-administrador de duas empresas vinculadas à operação da página. Ambas têm sede em Goiânia e foram abertas em momentos distintos, acompanhando o crescimento da audiência e da estrutura do negócio digital.
A prisão ocorreu no âmbito de uma ação que cumpriu dezenas de mandados em diferentes estados. A investigação mira um grupo suspeito de movimentar valores elevados por meio de operações consideradas irregulares.
Entre os alvos também estão nomes conhecidos do cenário musical, como MC Ryan SP e MC Poze do Rodo, citados na mesma operação. As autoridades apontam a existência de uma rede estruturada para viabilizar transações financeiras de grande volume.
A apuração envolve suspeitas de lavagem de dinheiro e movimentações financeiras incompatíveis com atividades declaradas.
A dimensão da página Choquei a transformou em um ativo relevante no ambiente digital, com alto alcance e influência direta sobre o consumo de conteúdo nas redes sociais. O caso levanta questionamentos sobre a estrutura financeira por trás de perfis com grande audiência e sua relação com modelos de monetização.
O crescimento acelerado de páginas de entretenimento, impulsionado por publicidade e parcerias comerciais, tem ampliado o volume de recursos circulando nesse setor. A operação indica que autoridades passaram a observar com mais atenção a origem e o fluxo desses valores.
A Polícia Federal não detalhou todas as etapas da apuração, mas confirmou que o esquema investigado envolve cifras bilionárias e atuação em múltiplos estados. Novos desdobramentos devem ocorrer conforme o avanço das diligências e análise de dados financeiros apreendidos.
O caso permanece em investigação, com possibilidade de novas prisões e aprofundamento das suspeitas sobre a rede de operações identificada pelas autoridades.