A Chevrolet decidiu ampliar sua presença no mercado de SUVs eletrificados no Brasil e vai apostar no Captiva PHEV como peça importante dessa estratégia. O modelo híbrido plug-in teve o lançamento adiado e agora está previsto para desembarcar no país apenas no último trimestre de 2026, depois de Sonic e Onix Activ ganharem prioridade dentro do cronograma da marca.
O posicionamento de preço indica uma tentativa clara de disputar clientes que ainda resistem aos carros 100% elétricos, mas já querem migrar para algum nível de eletrificação. A previsão é que o SUV chegue por R$ 199.990 nas negociações com carro usado na troca e R$ 219.990 sem seminovo envolvido na compra.
A faixa de preço escolhida pela Chevrolet coloca o Captiva PHEV diretamente no centro da disputa mais aquecida do mercado nacional atualmente. O SUV vai enfrentar modelos híbridos e híbridos plug-in que ganharam espaço rapidamente nos últimos anos.
A Chevrolet também tenta atingir um público que ainda compra SUVs médios e compactos apenas com motor a combustão. Dentro dessa faixa de preço aparecem Volkswagen T-Cross Extreme e Jeep Compass Longitude T270, dois modelos bastante conhecidos no mercado brasileiro.
O movimento chama atenção porque a marca pode manter o mesmo preço do Captiva EV, versão totalmente elétrica já vendida atualmente. Isso abriria duas possibilidades: vender elétrico e híbrido praticamente pelo mesmo valor ou reajustar o preço do Captiva EV nos próximos meses para criar distância entre os dois produtos.
O novo Captiva híbrido é produzido na China pela SGMW, joint-venture formada por General Motors, Wuling e Saic. O SUV é vendido no mercado chinês como Wuling Starlight S e deve passar apenas por pequenas mudanças visuais para chegar ao Brasil com identidade Chevrolet.
O conjunto mecânico combina um motor 1.5 aspirado a gasolina de 106 cv com um propulsor elétrico. A potência combinada chega a 204 cv.
As baterias poderão ter duas capacidades diferentes:
| Bateria | Autonomia elétrica |
| 9,5 kWh | 60 km |
| 20,5 kWh | 130 km |
Os números seguem o padrão chinês de medição. O alcance combinado anunciado fica em 1.100 km graças ao tanque de combustível de 57 litros. A tração será dianteira.
O Captiva híbrido terá exatamente as mesmas dimensões do modelo elétrico e do Wuling Starlight S vendido na China. O SUV mede 4,75 metros de comprimento e chama atenção pelo entre-eixos de 2,80 metros, medida normalmente associada a veículos maiores.
O porta-malas terá capacidade de 610 litros, um número que coloca o modelo acima de vários concorrentes diretos no segmento.
Visualmente, a Chevrolet praticamente reaproveitou toda a carroceria do modelo chinês. As mudanças ficam concentradas na dianteira, com nova assinatura da marca e alterações discretas no para-choque. O restante segue quase idêntico ao veículo original da Wuling, incluindo o conjunto óptico dividido e o formato dos LEDs.
O Captiva PHEV terá praticamente o mesmo visual do Captiva EV vendido atualmente no Brasil.
Atualmente o Captiva EV é montado em Horizonte, no Ceará, na unidade da Comexport onde também sai o Chevrolet Spark elétrico. A tendência é que o Captiva híbrido siga o mesmo caminho.
A dúvida dentro da operação envolve apenas o início das vendas. A Chevrolet ainda avalia se o SUV chegará importado da China no lançamento ou se já terá produção local logo na estreia comercial.
Embora a lista oficial brasileira ainda não tenha sido divulgada, a configuração vendida no México antecipa o que pode aparecer no modelo nacional.
O SUV traz quadro de instrumentos digital de 8,8 polegadas e central multimídia de 15,6 polegadas com atualizações pela nuvem e reconhecimento de voz.
O lançamento definitivo do Captiva PHEV acontecerá apenas no fim de 2026, período em que o mercado brasileiro deve receber uma nova onda de SUVs híbridos e elétricos de marcas chinesas e tradicionais.