Por Alan Correa / 13/06/2026
Um fóssil guardado há mais de 100 anos voltou ao centro da ciência ao indicar que o Praearcturus gigas pode ter sido o maior escorpião já identificado.
O animal viveu há cerca de 415 milhões de anos, no início do Devoniano, e poderia chegar perto de 1 metro, tamanho incomum para esse grupo.
A revisão reuniu fósseis históricos e achados mais recentes da Grã-Bretanha, analisados com tomografias e técnicas modernas de reconstrução.
Por décadas, o animal foi tratado como um possível crustáceo parecido com isópodes, em parte porque os fósseis conhecidos estavam fragmentados.
A nova análise mudou o peso da discussão ao apontar estruturas corporais compatíveis com escorpiões primitivos, especialmente na parte inferior do corpo.
O esterno chamou atenção dos pesquisadores por lembrar o de outro escorpião fóssil descrito no Canadá em 2015, reforçando a ligação evolutiva.
O tamanho assusta quando comparado aos escorpiões atuais, que costumam chegar a 10 ou 13 centímetros, bem longe da escala do Praearcturus.
As pinças poderiam medir cerca de 16 centímetros, e o corpo tinha protuberâncias, possíveis olhos frontais e abas laterais no abdômen.
Essas abas não existem nos escorpiões modernos e podem indicar um animal ligado à água, capaz de se mover em rios e áreas alagadas.
Ainda há debate, mas a revisão já força a ciência a olhar de novo para fósseis antigos e para outros gigantes escondidos na história da Terra.