Por Alan Correa / 09/06/2026
Pesquisadores dos EUA conseguiram reproduzir em camundongos acordados padrões cerebrais típicos do sono profundo. A descoberta chamou atenção da neurociência.
O experimento usou estimulação cerebral após cinco horas de vigília. Os sinais elétricos gerados foram semelhantes aos observados durante o sono profundo.
Ao analisar os cérebros depois dos testes, os cientistas encontraram menor necessidade de recuperação nas áreas estimuladas durante o experimento.
A pesquisa também avaliou a memória. Camundongos privados de sono tiveram pior desempenho, mas os estimulados mantiveram resultados semelhantes.
Os dados indicam que parte dos mecanismos ligados à consolidação das memórias pode depender dos padrões neurais e não apenas do sono.
Apesar dos resultados, o estudo foi feito apenas em camundongos. Dormir continua indispensável, mas a descoberta abre novas linhas de pesquisa.